5.6.06

PORQUE SOMENTE OS DOENTES VÃO AO MÉDICO?


Eu tinha uns cinco ou seis anos de idade, meus pais tinham sido batizados recentemente na Igreja Batista da nossa pequena cidade no interior de São Paulo onde nasci. Aquele seria o ano da reviravolta em nossas vidas.
Os fatos que se sucederiam em nossa história, marcariam para sempre a vida de nossas famílias. Um ano após os batismos de meus pais e da minha avozinha materna que fora o instrumento da transformação de um alcoólatra para um pai que se tornaria um modelo de cristão para mim, (essa sogra era uma benção!!) passaríamos pelo ano que seria o maior marco em nossas vidas.

Tudo parecia ser um céu em nossa casa. Agora eu meus irmãos não precisávamos nos escondermos no porão da casa quando nosso pai chegava bêbado e começava uma interminável discussão com minha mãe. Já morávamos numa nova casa, muito simples e singela, mas era a nossa casa. Tínhamos um quintal grande, cheio de goiabeiras, mangas, bananeiras, galinhas e uma bela horta carinhosamente cuidada pelo meu pai. Após a janta, reuniamo-nos, eu minha mãe, minha vó, meu irmão mais velho, minha irmã caçula, minha mãe e meu pai em volta de uma pequena mesa feita de restos de madeiras que sobraram da construção. Cantávamos, líamos a Bíblia. Minha vó era a solista e cantava: “alegre-se meu povo que a festa não vai acabar, quando findar na terra no céu vai continuar”. Era tempo de celebração.

É por isso e tantas outras razões que eu creio no papel da Igreja como instrumento de Deus para a recuperação daqueles para os quais Jesus dirigiu a mensagem do Reino: “... não necessitam de médico os são, mas sim os doentes”. (Mt. 9:12). Hoje, dois filhos são pastores e uma filha e sua família integradas na igreja, e todos continuamos celebrando a recuperação.
Obrigado Pai porque você recuperou o meu pai!!